29 de abril de 2009
Quem viu o ator galês Michael Sheen, em A Rainha ou Frost/Nixon, vai ter um choque ao reconhecê-lo todo caracterizado de herói neste filme, que é o terceiro de uma série, até então feita por outro diretor (Len Wiseman e sua mulher, a atriz Kate Beckinsale, que por sinal aparece na cena final deste filme), e com outra proposta, os Anjos da Noite (Underworld, 2003 e Underworld: Evolução, 2006). Sheen participava de ambos - só que não era conhecido antes - sempre no papel de Lucian.
Este terceiro filme, que tem menor orçamento e foi feito na Nova Zelândia, com atores de segundo time é, na verdade, um prólogo que tenta explicar como nasceu esse briga - ou guerra, se preferirem - entre duas raças diferentes de povos da noite: os vampiros e os lobisomens (ou lycans). Há uma diferença essencial: os dois anteriores tinham um desenho de produção, um visual super elaborado, interessante, e uma direção segura e talentosa, qualidades ausentes aqui. Difícil se ver um filme tão feio artisticamente quanto este, ao menos desde os tempos em que Steve Reeves era Hércules, nos filmes de sandália da Itália.
O elenco, mesmo quando conhecido, como Bill Nighy, está patético, perdido numa aventura boba, feita em estúdio com um mínimo de condições (será que isso explica porque este é outro dos filmes escuros que parecem estar na moda?). De qualquer forma, é confuso e, no fundo, uma grande besteira, tentando mostrar como o líder dos vampiros, Viktor (Bill Nighy), tentou criar uma nova raça de lobisomens assassinos, para serem usados como escravos, e o melhor exemplo é Lucian, que ele trata como filho, sem perceber que ele está tendo um romance a la “Romeu e Julieta”, justamente com a filha de Viktor, Sonja (Olivia Taylforth). Quando os lobisomens atacam, ou são feitos prisioneiros, começa a rebelião.
Mas tudo é tão mal feito, tão idiota, que o filme acabou sendo um grande fracasso nos EUA, e não duvidem que, caso a série continue, eles reneguem este como não existente. Porque é melhor mesmo fingir que ele não existe, não foi feito e não precisa ser visto.
Por
Rubens Ewald Filho