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| Juan Alba, Hebe Camargo, Eliana Fonseca, Renata Fronzi, Adriane Galisteu, Evandro Mesquita |
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| Cinco mulheres: Catarina, cansada do casamento; Mônica, pudica que sonha em casar virgem; Mayara, quer ser mãe a qualquer custo; Dora, recém-separada e aberta a novas experiências e Graça, quer vencer profissionalmente. Todas moram no mesmo edifício de classe média, e vão se ver às voltas com um novo, charmoso e enigmático morador: Murilo, que atravessa uma fase difícil na vida. Sem dinheiro, ele se submete a escrever para uma revista feminina. Sua coluna é um verdadeiro fiasco até que ele se muda para o edifício Atenas, onde conhece nossas heroínas e torna-se um verdadeiro espião de seus pensamentos e emoções. Muitas surpresas e risadas. Isso é Coisa de Mulher! |
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Era
uma coisa lógica: já que existe a Globo
Filmes, cabia a outras redes de TV criarem também
sua produtora/distribuidora de filmes nacionais,
aproveitando o poder de marketing que têm,
através de chamadas e comerciais. Também era de se esperar que elas fossem
incompetentes e metessem os pés pelas mãos,
como já sucedeu com a Record e o filme de
Eliana (que ainda não consegui ver, mas as
referências são pavorosas). Agora chegou
a vez do SBT Filmes errar, com esta pornochanchada
que faz lembrar uma antiga tentativa
de Silvio Santos fazer cinema (chamava-se Ninguém
Segura Essas Mulheres, de 76) e que, considerando
a época e diferenças técnicas,
era até melhor que esta. Ao menos mais digna.
Não tenho a menor simpatia
pelo grupo chamado Grelo Falante (palavra que, de
outra maneira, seria censurada num veiculo de comunicação)
que, parece, fez um mal-sucedido programa na Globo, “Garotas
do Programa”. Basta constatar que tudo no filme
tem duplo sentido, toda frase contém uma besteira que, supostamente,
tem alguma graça. Tentei anotar algumas, por
exemplo: Bem Adotado, em vez de Bem Dotado, Você já está pensando
Grande!, Que Cabeça, Que Tronco, Que Membro! Há outras
pérolas que preferi esquecer, porque estava
ocupado demais em tentar achar alguma qualidade,
numa comédia totalmente rodada em locações,
em ambientes apertados, que são tão
horrivelmente decorados, que parecem as novelas mexicanas
que justamente o SBT exibe (o da Galisteu com aquelas
listas amarelas é o campeão). Ou seja,
o mau-gosto impera em tudo. E, francamente, as quatro
senhoras que compõem o grupo não
têm tipo para cinema, ao menos não para
fazerem mocinhas e heroínas.
Na
verdade, nem tudo é horrível. Evandro Mesquita é sempre
muito esforçado, tentando fazer um personagem
completamente absurdo, ainda mais para quem conhece
como funciona uma revista. Ele é um jornalista que vive de escrever
uma coluna para uma revista feminina, usando o pseudônimo
de Cassandra (claro que uma coluna paga tão
mal que ele tinha mesmo que estar morrendo de fome).
Não está dando certo até quando
ele se muda para um apartamento e passa a gravar
as conversas das mulheres e transcrever suas idéias.
Fica tão famoso que acaba indo ao programa
da Hebe, onde tem que aparecer vestido de mulher
(o travesti é óbvio) e acaba defendendo
os direitos femininos. Está certo que é comédia e
a gente não pede realismo. Mas exige risadas.
Teve um ou outro momento de pastelão em que
até abri um sorriso, mas o nível era
tão baixo (mas não rasteiro, não
chega a ser grosseiro), que ficou difícil
encarar o filme. Para Adriane Galisteu, uma pessoa
que eu gosto e acho talentosa, bastava a diretora
dizer uma coisa:
menos, menos. Ela simplesmente não combina com
as outras.
Enfim, é uma tentativa equivocada de penetrar
no universo de “Sex and the City”. E
um mau começo para o SBT Filmes. (Rubens Ewald Filho na coluna Clássicos de outubro de 205)
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Making Of – Com mais de 15 minutos, não foge do trivial, mas até obrigatório: entrevistas, cenas de bastidores e, no caso do cinema nacional, ainda conta a dificuldade em se fazer um filme por aqui. Um pouco acima da qualidade considerada normal para este tipo de extra.
Galeria de Fotos – 21 fotos, na sua maioria de bastidores.
Erros de Gravação – um clipe com mais de 5 minutos, que mostra desde erros normais para atores veteranos, até erros bobos de atores amadores, como Galisteu.
Trailer
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Tecnicamente o DVD tem imagem com alguma compressão e até falta de definição, um problema já constatado em outros filmes nacionais. Será que é um problema de custo? Se bem que esta observação é para os mais exigentes, o “grande público” provavelmente nem notará. Isto se agrava ainda pois o formato está no malfadado “letterbox”, que não agrada a quem investiu numa TV em wide e não prejudica o ainda grande público que tem uma TV convencional. Só não dá para entender o porquê, seria tão fácil fazer em wide anamórfico... O áudio não chega a comprometer e está disponível tanto para quem tem uma TV com 2 canais como para quem tem um sistema em multicanais, 5.1. os extras, banais, mas até melhores que o próprio filme. Um DVD que pode agradar apenas aos fãs de Adriana Galisteu ou que nõ se importa com um cinema de qualidade, apenas um entretenimento na falta do que fazer. Muito incoerente e fraco, alugue se não tiver mais nada nas prateleiras. E compre se for fã dos atores e olhe lá! |
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Por Edinho Pasquale em 03/05/2006 |
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