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| Hanna Schygulla, Giancarlo Giannini, Mel Ferrer, Karin Baal, Udo Kier |
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| Após Werner Herzog, a Versátil dá início à coleção de outro mestre do cinema alemão - R. W. Fassbinder (1945-1982). Apresentado em versão restaurada e remasterizada, Lili Marlene tem quase uma hora de extras, incluindo entrevistas e making of.
Ao gravar a popular canção "Lili Marleen", Wilkie (Hanna Schygulla) torna-se a cantora mais famosa da Alemanha de Hitler. Mesmo no auge da fama, não econtra a felicidade, pois vive um romance proibido com Robert (Giancarlo Giannini), um músico judeu que participa da resistência contra os nazistas. Será que o amor deles resistirá aos tempos de guerra?
Baseado livremente na autobiografia da cantora Lale Andersen, Lili Marlene é um melodrama típico de Fassbinder, no qual o cineasta expõe sua visão irônica da sociedade nazista |
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Lili Marlene (Lili Marleen; 1980), um dos últimos filmes do alemão Rainer Werner Fassbinder antes de sua trágica e inesperada morte em 1982, é uma espécie de sub-espetáculo hollywoodiano em que o cineasta de As lágrimas amargas de Petra Von Kant (1972), demonstra que em alguns filmes de sua fase final passou a beirar uma perigosa concessão às facilidades visuais do estilo americano em que ele tanto se inspira, chegando a uma obra tão insossa quanto O casamento de Maria Braun (1978). Mas Lili Marlene ainda parece ser um bom filme: reflexivo, bem filmado, inteligente, Lili Marlene analisa, dentro do esquema romântico proposto por Fassbinder, a crueldade da guerra, as vicissitudes do nazismo, e a todo este horror justapõe uma história de amor – o encontro entre a cantora de cabaré cuja canção e voz servem, curiosamente e a despeito do romantismo, de inspiração nos campos de batalha nazistas, e um suíço, de ascendência judaica, cuja paixão é tocar piano.
Hanna Schygulla, bela e vibrante como sempre exigiu dela Fassbinder, e Giancarlo Gianini, nostálgico, compõem um belo par fassbinderiano. É uma pena que o grande realizador de Effi Briest (1974) e O comerciante das quatro estações (1971) só depois de fazer filmes mais comerciais nos anos finais de sua carreira pôde topar receptividade no Brasil, antes só os ciclos alternativos dos Institutos Goethe espalhados pelo país se davam ao luxo de fazer conhecer suas obras; Lili Marlene não é sua fita mais pessoal ( Lola, rodado pouco depois, em 1981, é bastante superior), mas dá uma idéia de como Fassbinder maneja com classe os contornos melodramáticos de seus temas. (Eron Fagundes)
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Entrevistas Especiais – são três com Hanna Schygulla (com 6 minutos, em 2002), Fassbinder (com 17 minutos reveladores para os fãs do cineasta, realizada em 1981) e com a produtora Julianne Lorenz ( em 26 minutos bem legais para quem quer saber alguns detalhes sobre o filme, um presente para os fãs).
Making Of - um bom e curto documentário, quase que um trailer, bem realizado nos seus quase 4 minutos.
Vida & Obra de Fassbinder - telas com textos sobre a vida do Diretor e sua filmografia completa (totalizando 14 telas), com um ótimo texto para quem não conhece Fassbinder.
Biografias - de Hanna Schygulla e Giancarlo Gianinni, ambos com uma boa noção da biografia e filmografia selecionada de cada um dos atores.
Galeria de Fotos & Pôsteres são 6 pôsteres e cartazes e mais 10 fotos, algumas de bastidores.
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Mais um importante lançamento da Versátil, especializada em lançar DVDs clássicos e importantes, principalmente do Cinema Europeu, com pelo menos uma qualidade “decente”. Desta vez se trata de uma edição bem caprichada, apesar da imagem devidamente estar no formato original, em wide, apresenta alguma compressão aparente, mas não ao ponto de prejudicar a imagem do filme. Os extras são mais generosos do que o de costume, num DVD obrigatório para quem quer conhecer mais da história recente do cinema mundial. Para os fãs, então, é imperdível. |
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Por Edinho Pasquale em 02/05/2006 |
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