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| Charles Denner, Brigitte Fossey, Nelly Borgeaud, Geneviève Fontanel, Leslie Caron, Nathalie Baye, Valérie Bonnier, Jean Dasté, Sabine Glaser, Henri Agel |
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| A Versátil e a Metro-Goldwyn-Mayer apresentam O Homem que Amava as Mulheres, um dos mais aclamados filmes do mestre François Truffaut. Esta Edição Oficial traz ainda trailers de outros filmes do diretor, também lançados oficialmente pela Versátil.
Natal de 1976. Antes de morrer, Bertrand Morane escreve uma biografia, "Le Cavaleur", onde narra a sua vida inteiramente consagrada às mulheres: das frustrações de infância pela mãe ausente às incontáveis conquistas femininas. Em flashbacks, acompanhamos essas deliciosas histórias de amor e sedução.
Em O Homem que Amava as Mulheres, François Truffaut faz uma linda celebração do amor e da vida. Um filme irresistível. |
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É com delicado erotismo que o cineasta francês François Truffaut homenageia as fêmeas humanas em O homem que amava as mulheres (L’homme qui aimait les femmes; 1977). Alguns anos depois o italiano Federico Fellini faria um filme sobre o feminino na mente dos homens em A cidade das mulheres (1980). Mas as mulheres de Fellini são mais cheinhas, peitudas e têm aqueles rostos esquizofrenicamente italianos; o resultado é mais agressivo e voraz em Fellini, com aquelas bundas gigantes que parecem comer os olhos do espectador. Truffaut é cheio de sutilezas e sofisticações gaulesas: o protagonista de seu filme é fascinado por pernas femininas e Truffaut é amoroso e reverente ao filmá-las em ação; mesmo quando filma uma bunda de mulher, o que interessa à lente de Truffaut é a estilização do andar, que Truffaut estiliza ainda mais com seu jeito de filmar.
Bertrand Morane parece um desdobramento madurão de Antoine Doinel, a personagem autobiográfica que Truffaut acompanha desde Os incompreendidos (1959), desde a infância; e Truffaut, ao dirigir Charles Denner na pele de Bertrand, impõe-lhe um ritmo de interpretação de Jean-Pierre Léaud, o intérprete de Doinel. A fascinação de Morane pelas mulheres é a fascinação de Truffaut.
A narrativa se abre no próprio enterro da personagem; este enterro é acompanhado somente por mulheres. Quem narra inicialmente é a criatura vivida por Brigitte Fossey (lembram aquela menina perdida na guerra no clássico Brinquedo proibido, 1952, de René Clement?); Fossey interpreta Genevieve Bigey, que foi editora do primeiro e único livro do protagonista (a princípio chamado “O conquistador”, título ao final substituído por “O homem que amava as mulheres”) e também uma das muitas amantes deste Casanova ao avesso. É também no início do filme que o próprio Truffaut aparece figurando na imagem, como um indivíduo que se desloca num estacionamento de carros; à maneira de seu mestre Alfred Hitchcock (a quem ele dedicou um livro de entrevistas), Truffaut se põe fisicamente dentro de seu próprio filme, aqui igualmente para dar uma pista sobre sua identidade com a personagem.
Com seu gosto pelo superficial e pelo fugidio, com sua montagem saltitante que ele exercitara com mais criatividade em Uma mulher para dois (1961), Truffaut faz de O homem que amava as mulheres uma obra leve, divertida, mas dotada duma poesia cinematográfica de que só ele tem a receita. Entre os achados do elenco, um velho Jean Dasté como o médico que descobre a gonorreia do protagonista. Lembram Dasté bem jovem, formando par com Dita Parlo, em L’Atalante (1934), do francês Jean Vigo? (Eron Fagundes)
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Trailers da Coleção Truffault – Trailers legendados dos filmes “ A Sereia do Mississipi”, “Os Incompreendidos”, “Beijos Proibidos”, “Domicílio Conjugal”, “O Amor em Fuga”, “O Último Metrô”, “As Duas Inglesas e o Amor” e “Jules e Jim”.
Vida e Obra de François Truffalut – São 11 telas com bom texto biográfico sobre o Diretor com sua filmografia completa.
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Mais um filme da coleção Truffaut, um lançamento imperdível para se conhecer mais uma obra deste que é um dos mais importantes cineastas da história do cinema. O DVD praticamente não contém extras e tem um grande problema, o de ter a imagem no que chamamos de “letterbox”, ou seja, mantém a proporção do formato original de cinema, mas adequada apenas para que tem as antigas TVs convencionais, na proporção 4x3. Quem tem uma TV wide verá uma imagem menor, com “faixas pretas” por todos os lados. E este público é cada vez maior. E para se fazer uma edição em wide “anamórfica” (que se adequa à TV com a mesma proporção, é simples... Mesmo assim, a imagem ainda é bastante granulada. Mas nada que impeça de se assistir a um grande filme de um grande cineasta, obrigatório. |
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Por Edinho Pasquale em 07/09/2009 |
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