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| Jean-Paul Belmondo, Catherine Deneuve, Nelly Borgeaud, Martine Ferrière, Marcel Berbert, Yves Drouhet, Michel Bouquet, Roland Thénot |
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| A Versátil e a Metro-Goldwyn-Mayer apresentam A Sereia do Mississipi, um dos grandes filmes do mestre François Truffaut. No elenco, os astros Jean-Paul Belmondo (Acossado) e Catherine Deneuve (A Bela da Tarde).
Louis Mathé, um rico plantador de tabaco, decide se casar e, para isso, coloca anúncios no jornal. Conhece Julie, com quem casa desconfiado. Depois do casamento, ela foge, levando todo o dinheiro de Louis. É o começo de uma história de amor e ódio...
Em A Sereia do Mississipi, Truffaut mais uma vez homenageia o cinema de Alfred Hitchcock, contando uma envolvente história de paixão e mistério. |
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A sereia do Mississipi (La sirene du Mississipi; 1969) é um dos filmes do francês François Truffaut menos estimados por seus admiradores; foi recebido em sua época com frieza pelos críticos e pelo público; entre junho e julho de 1969, quando se deram suas primeiras exibições na França, o número de assistentes chega a cem mil, plateia considerada escassa para o prestígio de um Truffaut, que vinha de um sucesso comercial, Beijos proibidos (1968). Talvez a frieza formalista deste Truffaut, cuja inspiração de tons, narrativa e cores parece ser a obra-prima Um corpo que cai (1958), do inglês Alfred Hitchcock, tenha irritado aqueles que se apaixonaram pela vivacidade de Os incompreendidos (1959) e Uma mulher para dois (1961). Mas A sereia do Mississipi não é um pastiche ipsis litteris da elegância hitchcockiana de filmar, como, por exemplo, o são muitos filmes antigos do norte-americano Brian de Palma; em seu filme Truffaut impõe sua própria sutileza gaulesa de encenação e há um tom encantatório que, me parece, suplanta a excessiva correção de formas em que os detratores da realização sempre instaram.
São três as estrelas de A sereia do Mississipi. Os atores franceses Catherine Deneuve e Jean-Paul Belmondo, e o diretor de cinema François Truffaut. Esta química funciona bem e ainda hoje sobrevive, o que não acontece com muita coisa feita naquela época. Catherine vive uma vigarista tão ingênua quanto tarimbada que é posta à prova para seduzir e roubar o tolo macho latino vivido por Belmondo; a forte atração entre exploradora e vítima é posta diante das câmaras com o brilho dos atores e as engenhosidades de intenções de Truffaut. Dedicado a Jean Renoir, uma espécie de Papa de todo o cinema francês, A sereia do Mississipi não deixa de ser um filme de estranhezas e inquietações; a figura feminina de equívocos que é a personagem de Catherine foi certamente extraída dos movimentos de Kim Novak em Um corpo que cai, de Hitch, mas Truffaut e sua intérprete lhe dão algumas outras extensões.
Não tão bom quanto os melhores Truffaut, mas certamente muito melhor do que a severidade histórica quer fazer crer. (Eron Fagundes)
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Trailers da Coleção Truffaut – Dos filmes “A Sereia do Mississipi”, “Os incompreendidos”, “Beijos Proibidos”, “Domicílio Conjugal”, “O Amor em Fuga”, “O Último Metrô”, “ As Duas inglesas e o Amor” e “Jules e Jim”, todos legendados.
Vida e Obra de François Truffaut – São 11 telas com ótimo texto com a biografia do Diretor e sua fimografia completa.
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Desta vez a Versátil, sob licença da MGM, lança uma obra importante mas com qualidade técnica aquém das anteriores. A imagem está com muitos artefatos (riscos etc.), com certa granulação, boa definição, mas o imperdoável formato letterbox, ainda mais porque o filme está com proporção original 2.35.1. Ou seja, fica muito ruim para quem tem uma TV em widescreen. O áudio tem o padrão normal,a penas no idioma original. Os extras são fracos, o destaque é apenas o sempre bom texto da biografia do Diretor. Importante para se conhecer a obra do Diretor, peca no formato DVD. Mas é melhor do que não ter seu lançamento por aqui. |
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Por Edinho Pasquale em 07/09/2009 |
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