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| Jennifer Connelly, Ariel Gade, John C. Relly, Tim Roth, Dougray Scott |
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| Do mesmo de "O Chamado", chega às telas um incrível suspense, estrelado Jennifer Connelly, Dahila Williams (Connelly) e sua batalha pela custódia da filha de intensifica, algo se infiltra pelo encanamento do antigo apartamento antigo, mas aconchegante. À medida que a batalha pela custódia da filha se intensifica, algo se infiltra pelo encanamento do prédio. As insistentes goteiras provocam uma inundação de água negra e estranhos acontecimentos no apartamento de cima, vazio. Baseado no clássico original japonês, Água Negra mostra até onde é capaz de ir uma mãe para proteger sua filha. |
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O mundo está todo de cabeça virada. Fico espantado em ver a imprensa, aqui e lá fora cobrar deste filme sustos e cenas de horror mais explícitas. Ou seja, não aceitam este filme de suspense psicológico, desejando que ele fosse o que não é nem nunca pretendeu ser, um terror banal. Igual a dezenas, centenas de outros. É muito fácil criar sustos fáceis, reviravoltas inesperadas. Difícil é realizar um thriller deliberadamente à maneira de Polanski (em O Inquilino e Repulsa ao Sexo), baseado todo no clima, no sugerido, no sub-entendido, no detalhe, na sutileza. O fato do filme ter sido uma decepção de bilheteria tem mais a ver com a burra expectativa do público que deseja reações imediatas (e desde quando se mede a qualidade de um filme por sua bilheteria? Desde nunca, isso é outra estupidez dos tempos atuais).
Isso não impede que eu tenha desde o começo achado que o brasileiro Walter Salles ( Central do Brasil) fez uma escolha errada, quando aceitou realizar como seu primeiro filme norte-americano, a refilmagem de uma fita de terror japonesa de Hideo Nakata (passou aqui apenas na HBO). Mas parece ter sido por causa de um antigo contrato (não se sabe detalhes, porque Walter não veio ao Brasil e ficou calado. Assim como não se tem certeza de que ele teria brigado com a produção, que teria imposto modificações na edição final. Consegui achar apenas um plano no fim que me pareceu explicativo demais, quando duas pessoas caminham no corredor – não quero revelar muito). Enfim, ele devia ter procurado um projeto mais pessoal e ambicioso (como agora quando deve fazer On the Road / Pé na Estrada, de Jack Kerouac, para Francis Ford Coppola).
Mas aceito a oferta, o fato é que Waltinho fez o melhor possível. Chamou dois brasileiros, para a fotografia Afonso Beatto, para a montagem Daniel Rezende ( Cidade de Deus) e ambos fizeram um trabalho excepcional. Aliás, tudo no filme conspira para o clima que Waltinho pretende imprimir. O uso do colorido desmaiado, das cores não intensas, a chuva constante, a escolha da pouca vista ilha Roosevelt do outro lado de Manhattan, mesmo o uso do bondinho para chegar lá. Sem esquecer os prédios todos iguais e decadentes. Criando um clima opressivo e inquietante, que vai num crescendo e jamais cai no banal.
Raramente se viu um filme americano recente e de orçamento médio, tão bem construído. Não tenho porque defender Waltinho, mas é preciso reconhecer o controle que ele tem na direção, na condução do elenco (aliás excepcional, todos excelentes e muito bem escolhidos). Desde a primeira imagem, a gente sente que ele está nos envolvendo na história daquela mulher perturbada, Dahlia que está no processo de um complicado divórcio (o marido a considera incapaz de cuidar da filha do casal, porque sofre de enxaquecas e tem traumas com o pai que a abandonou e a mãe alcoólatra que a rejeitou). Isso é muito ajudado pela esplêndida interpretação de Jennifer (Oscar por Uma Mente Brilhante). E de certa maneira tem razão, porque ela apressadamente aluga um apartamento que tem infiltração do andar de cima (os locatários parecem ter sumido e deixaram as torneiras abertas, talvez culpa de vândalos). Está evidente que não é uma mera história de horror, mas o retrato de uma mente psicótica, que aos poucos vai se deteriorando, enlouquecendo (e de certa maneira, passou para a filha também essa herança). Ou seja, tudo o que se mostra está sempre filtrado por sua sensibilidade (querem uma dica para entender melhor o filme: a atriz infantil que faz a menina do andar de cima é a mesma que faz Dahlia quando criança nas cenas iniciais).
Ou seja, não é a mera história do fantasma de uma criança que vem assombrar a filha de Dahlia, Ceci (a talentosa Ariel Gade), o que de qualquer forma é resolvido de forma satisfatória. Mas um retrato psicológico, muito rico, aberto a interpretações de uma mulher à beira da loucura. O que obviamente não comportaria concessões, que ele não faz. Ao contrário, em torno dela traz bons coadjuvantes que imprimem sua marca (Reilly como o agente imobiliário vigarista, o inglês Tim Roth notável como um advogado bem intencionado – a cena em que ele fala da família e depois volta para a sala de cinema sozinho, diz tudo, sem necessidade de explicações). E até a sutileza de ter uma amiga confidente que não aparece, só conversa com ela por telefone.
Nem é preciso dizer que admirei muito o filme. Embarquei totalmente na realização primorosa de Waltinho e só lamento a incompreensão generalizada. O tempo vai se encarregar de reparar a injustiça. (Por Rubens Ewald Filho na Seção Clássicos)
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Antes dos menus iniciais, há a exibição dos trailers de “Gol”, “Cinderella Man: A Luta Pela Esperança”, “De Repente É Amor”, “O Guia dos Mochileiro das Galáxias” e “Sin City – Cidade do Pecado”. Todos são legendados e há a possibilidade de interrompê-los através do controle remoto do seu DVD player.
Sob a Superfície: O Making Of de Água Negra. Um documentário bem completo, subdividido em 5 temas, perfazendo um total de quase 16 minutos de duração. Os temas são: “Além do Horror” (tenta explicar o suspense psicológico do filme), “Uma Ilha à Parte” (sobre as locações do filme), “Água Pela Criação” (sobre o desenho de arte), “Águas Profundas” (sobre o roteiro, que dá ao elemento “água” um aspecto importante ao filme) e “A Visão do Diretor’” (sobre a escolha de Waltinho para ser o Diretor do filme e sua importância na elaboração do filme). Todos têm várias curiosidades e informações interessantes e várias cenas de bastidores. Pode-se assistir em “capítulos” ou de uma só vez (o mais recomendado).
O Som do Terror. Deverias fazer parte do extra anterior, com seus comentários sobre a parte de edição de som, muito bem realizada por sinal, nos seus 7 minutos de duração.
Cenas Inéditas: duas cenas (“Dahlia na Lavanderia” e “Ceci e Kyle no Carro”), que caberiam bem na edição final do filme. São curtas (com menos de 2 minutos cada uma) e em nada influenciaria o tempo total do filme, mas tem certa razão de estarem presentes. Será que foram deixadas de lado apenas para “fazer figura” no DVD? Um simples comentário do Diretor resolveria a dúvida.
Um Elenco Extraordinário. Seguindo o mesmo padrão dos extras anteriores, que poderiam ser montados como um único extra com uma divisão mais interessante, este aqui tem mais de 25 minutos, embora mais tradicional, com o elenco falando de seus personagens e o velho (e sempre interessante) tema de “como foi bom trabalhar com...”. Mas é bem aconchegante, quase íntimo, ao mostrar algumas cenas e depoimentos de bastidores. Na verdade, se fosse o único making of, já seria interessante.
Analisando Cenas de Água Negra. Este extra também interessa, pois mostra visões de algumas das cenas mais importantes do filme (3 delas), sob o aspecto técnico de edição e produção. Se assistidas em seqüência, como opção, são mais de 5 minutos extras.
Cena Alternativa - Parede de Água . Tá, esta cena é bem interessante para a compreensão do filme, talvez esta seja a importância de se ter como um extra separado. Mas deveria ao menos ter um comentário (principalmente do Diretor) do porque ela não foi a escolhida na edição final. Colocada assim, até parece sem grande relevância.
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O filme americano de Walter Salles Jr. pode agradar até a um público que não aprecia filmes chamados de”terror”, pois acaba sendo um bom suspense. Na minha opinião, já tem um ponto positivo: a escolha de Jennifer Connely como protagonista... Brincadeiras ou opiniões fúteis à parte, tecnicamente é um DVD muito bem realizado, com ótima qualidade de imagem, sem imperfeições ou granulações aparentes, num filme onde a fotografia é escura, até sombria. O áudio está de acordo com este padrão, com bons efeitos nas cenas de suspense para quem pode usufruir dos 5,2 canais disponíveis inclusive na boa dublagem em Português, se utilizando de bons profissionais brasileiros, conhecidos mas não creditados). Há um certo desconforto na divisão dos extras, mas sem dúvida são todos interessantes, com menus animados de acordo com o “suspense”, Falta um comentário em áudio no filme e pelo menos um trailer. No geral, deve fazer algum sucesso nas locadoras, Se não é um filme brilhante, ao menos se trata de boa diversão para quem aprecia este tipo de filme ou de quem tem a curiosidade de saber a quantas anda a carreira do agora “internacional” brasileiro Walter Salles (Jr.). |
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Por Edinho Pasquale em 18/01/2006 |
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