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| Renée Zellweger, Frances Conroy, J.K. Simmons, Harry Connick Jr. |
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| Lucy Hill (Renée Zellweger) é uma poderosa e ambiciosa executiva, apaixonada pelo estilo de vida que leva em Miami - roupas, sapatos, carros e belos homens. Quando surge a chance de reestruturar uma fabrica, no meio do nada, no gélido estado de Minnesota, Lucy vê a chance de uma promoção e aceita num estalar de dedos. Mas, o que seria apenas mais um trabalho se transforma numa tremenda roubada. Com seu modo de vida arrogante, a recém-chegada executiva, enfrentará situações hilárias ao ser recebida com frieza pela população da pequena cidade e em especial pelo bonitão e sindicalista Ted (Harry Connick, Jr.). |
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Sempre agi a favor de Renée Zellweger (O Amor Não Tem Regras). O consenso geral, principalmente após sua vitória no Oscar como melhor atriz coadjuvante por Cold Mountain, era de que a atriz havia caído no lugar comum. E assim os comentários se seguiram após seus seguintes (regulares) filmes. Mas mesmo nos seus projetos mais criticados e simplistas, ela demonstrava aquela mesma virtuosidade e simplicidade graciosa que havia pavimentado desde seu papel em Jerry Maguire. Pois após Appaloosa - Uma Cidade Sem Lei, faroeste onde a atriz interpretou uma mulher irritante por sua natureza manipulativa, Zellweger finalmente me decepcionou. Particularmente culpo o botox, que ali estava irrefutável. Mas, a pobreza da atuação de Renée já era o suficiente. Com Recém-Chegada, ela volta ao tipo de papel que a consagrou, mas se afunda ainda mais na perdição. Com todos os arquétipos de sua carreira, flatulência cômica e fracasso dramático, a atriz definha de vez e mostra que seus dias estão contados. Zellweger não só precisa de um agente novo, mas precisa encarar o fato de que seus quilos de botox são corruptíveis, e ela pode ter perdido as expressões que tanto lhe faziam bem no cinema.
Então, o fato de Zellweger ser a protagonista deste filme não favorece em nada o resultado final. No início, até acreditamos (e torcemos) para que ela dê certo. O casamento perfeito entre personagem e atriz ajuda, mas logo se denota que ela não tem nada a entregar ao projeto a não ser uma veia artificial e forçada. Ela interpreta aqui Lucy Hill, uma executiva de Miami que é obrigada a viajar para a pequena congelada cidade de Minnesota para administrar uma fábrica. O resto nem se precisa dizer. Garota deslocada conhece pessoas. Garota irrita pessoas (e vice-versa) com suas maneiras de cidade grande. Garota é caçoada por pessoas. Garota conhece garoto. Garota se apaixona por garoto. Garota começa a ganhar a simpatia das pessoas (e vice-versa). Garota muda sua personalidade. Garota decepciona a todos com segredo que vem a tona. Garota dá a volta por cima. Garota vence de volta a simpatia das pessoas. Garota vive feliz para sempre com garoto. E isto não é “spoiler”.
Em outras palavras, Recém-Chegada é um fracasso por apostar incansavelmente no lugar comum, e tem como reação o desgaste de enredo e personagens. A sua frivolidade vem de seu roteiro absurdamente ancorado em fórmulas e repleto em clichês, enquanto a direção se submete à enquadramentos simplórios e tomadas previsíveis. É aquele trabalho oco e cansativo por regularizar, insistir no erro e apostar no lugar comum. A afirmação seguinte, portanto, não poderia ser mais clichê, mas faz jus ao trabalho, que é em si a encarnação mais explícita do termo: Recém-Chegada é uma típica comédia romântica recheada de... clichês! Não tem outra palavra que concretize tão bem o que o filme é. Por trás dos tolos personagens, diálogos idiotas, erros de autenticidade e da cinematografia pedestre, existe uma trama tão ultrapassada que incomoda.
Pior que o filme até que começa bem. Algumas risadas espalhadas, enredo charmoso, personagem promissora e Zellweger voltando ao tipo de papel que faz bem. Tudo isso levianamente destruído assim que a metragem passa da meia hora inicial e encaramos o fato de que o medo iria se concretizar. E ai "Recém-Chegada" se transforma no óbvio filme que parece adorar ser. E a audiência na vítima provável da orquestra vilanesca. Mas o elenco tem seus pequenos prazeres. Zellweger está totalmente disfuncional, assim como seu parceiro de cena Harry Connick Jr. ( P.S. Eu Te Amo), que não tem muito o que fazer. Mas J.K. Simmons ( Eu Te Amo, Cara) rouba a cena sempre que pode, com uma participação engraçada sob disfarce igualmente cômico. E tem ainda Siobhan Fallon ( Uma Mãe para Meu Bebê), que acerta no sotaque e na caracterização de uma personagem que conquista até o ponto em que começa a enjoar. Graças ao desgaste causado pela história cansativa, chega a um ponto do longa em que até os pequenos prazeres tornam-se difícil de serem apreciados, como a bela fotografia.
Todas as expectativas que poderíamos ter criado, então, de conferir uma doce comédia romântica com a atriz que criou com Bridget Jones uma das melhores personagens do gênero, são atropeladas pela mera convenção. Dotado de uma incompetência fatal, o diretor dinamarquês Jonas Elmer precisa voltar a fazer filmes em sua língua de origem, pois à Hollywood ele não pertence. Apesar de que, levando em conta a regularidade de filmes da "fábrica de sonhos", a produção de Elmer está de acordo com o cinema burocrático que Hollywood vem cuspindo pra fora. Recém-Chegada, como toda sua artificialidade, está no topo desta safra. A advertência é mantida até para os aficionados pelo gênero. (Wally Soares – confira o site Cine Vita)
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Slide Show
Trailer do Filme
Novidades – Trailers dos filmes “Incendiário”, Os Normais 2” e “Tinha Que Ser Você”, presentes também entes do menu inicial, com a já consagrada e irritante falta de opção de poder interrompê-los.
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Um filme fraco que tem uma edição em DVD que chamamos de “operação padrão” da Imagem Filmes, ou seja, tecnicamente razoável, extras sofríveis e nada mais. A imagem está apenas boa, mas talvez a fotografia do filme tenha atrapalhado um pouco a sua transferência para o formato digital. O filme parece desbotado em algumas cenas, sem cores vivas, mesmo as cenas com cores mais “quentes” (daí a influência da fotografia) das cenas rodadas, por exemplo, em Miami, também não tem vivacidade, contraste. O áudio também não é brilhante, os efeitos surround são pouco sentidos, apenas em algumas cenas eles tem alguma presença. A trilha sonora por vezes melhora esta situação. E a dublagem, que está apenas em 2 canais, é apenas correta. Complementando a edição, nada de extras decentes. Não que o filme mereça, são os mesmos de qualquer outro da distribuidora. Nos EUA, este filme teve pelo menos uma trilha com comentários em áudio e 3 featurettes, além de cenas deletadas. Nada de especial, assim como o filme. Deixe pra locar só se for naqueles dias em que a locadora te dê um bom desconto (ou leve 3 e pague 2). |
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Por Edinho Pasquale em 24/08/2009 |
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