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| Paul Rudd, Jason Segel, Rashida Jones, Sarah Burns, Greg Levine, Jaime Pressly |
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| Nesta divertidíssima comédia de sucesso, Paul Rudd (Ligeiramente Grávidos) fica noivo da garota de seus sonhos, mas não tem nenhum amigo para ser seu padrinho, até que conhece o amigo definitivo, Jason Segel (Ressaca de Amor). A amizade de Rudd e Segel leva a afeição entre melhores amigos a altos níveis de hilaridade, em uma história que explora comicamente o que significa ser amigo de verdade. |
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Eu Te Amo, Cara é uma comédia surpreendente em diversos aspectos. Não por ser um longa revolucionário ou particularmente original. Na verdade, o roteiro tem seus momentos previsíveis. O que o difere do "resto" é a forma refrescante com a qual aborda a fórmula habitual, e a dedicação especial que tem pelos seus personagens. É o tipo de comédia deliciosamente engraçada e oportuna que vem surgindo desde que Judd Apatow tomou o gênero pelos rédeas, ao produzir Superbad – É Hoje e dirigir Ligeiramente Grávidas, duas comédias originais que expandiram o gênero cansado a outros horizontes. É inevitável, alias, procurar o nome de Apatow nos créditos ao final da sessão. Desta vez, porém, o cineasta serviu apenas de inspiração. Capitaneado por John Hamburg (Quem Vai Ficar com Polly? ) e roteirizado por Larry Levin (Dr. Dolittle 2), o projeto também é uma (grande) surpresa tendo em vista o repertório de seus criadores.
O longa é um autêntico buddy film (ou filme de camarada, em português), narrando a história de Peter Klaven (Paul Rudd), um homem cuja vida gira em torno do trabalho e de Zooey (Rashilda Jones), que acaba de pedir em casamento. Com o surgimento das preparações para o casamento e o envolvimento das amigas de Zooey, Peter começa a perceber que nunca teve um amigo de verdade. Depois de caçar desesperadamente por alguém para chamar de camarada, Peter descobre Sydney (Peter Segel), um cara sincero e divertido, que começará a desempenhar o papel de amigo de verdade. Em boas circunstâncias, e em más. E aí se segue a fórmula de bons momentos, a grande decepção e, ao final, o grande reencontro. O roteiro é, em si, um aborrecimento. Com a diferença de que não é. Levin escreve com os contornos batidos, mas insere pompa nas entrelinhas que entrega ao filme uma novidade graciosa.
O grande propulsor do filme é, vale dizer, a dupla ótima formada por Rudd ( Faça o que Eu Digo Não Faça o que Eu Faço) e Segel ( Ressaca de Amor), que não só criam uma química esplêndida, mas oferecem desempenhos únicos repletos de camadas e grande personalidade. Parte do refresco que a obra entrega vêm desta energia proposta pelos atores. O timing cômico, o descompromisso e o sentimento são características virtuosas que almejam entregar aos papéis. O elenco ainda encontra prazeres pequenos nas participações de Jon Favreau ( Homem de Ferro), Andy Samberg ( Hot Rod – Um Louco Sobre Rodas) e J.K. Simmons ( O Suspeito). O elenco feminino, por outro lado, não deixa uma boa impressão. Provando de vez que Eu Te Amo, Cara é assumidamente um filme sobre o mundo dos homens (e dos camaradas).
Eu Te Amo, Cara oferece então os ingredientes imprescindíveis que fazem uma comédia alçar vôo e, mesmo que encontre seus clichês e seus exageros típicos nos moldes das comédias mais "duronas" sobre amizade entre homens (como as piadas mais exacerbadas e nojentas), ele possui o suficiente para não só divertir, mas realmente marcar em termos cômicos e dramáticos, semeando a identificação em meio à audiência e atingindo um entretenimento bem exemplificado. Você ri e, logo depois, não sente vergonha por ter rido. As piadas são boas, os personagens são ótimos e os diálogos, excelentes. Então, assistir ao filme pela segunda vez se torna não uma opção, mas uma obrigação. Para os amantes da boa comédia, ao menos.
Contando ainda com ótimo ritmo, edição ágil e uma direção segura, a comédia se torna um buddy film autêntico, seguindo a onda iniciada por Segurando as Pontas com garra e furor cômico. Talvez por não ter medo de errar, e estar constantemente atrelado a testar a comédia ao mais alto nível, "Eu Te Amo, Cara" se torna tão bem sucedido. Mas, mais que isso, sua força vem da sensibilidade. Aquela que vê no termo do título valores simbólicos de camaradagem. Então o filme te vence pela sua caracterização certeira do relacionamento platônico entre homens, como um modo de viver necessário. Aumentar a música ao último volume, dialogar livremente sobre sexo e ser sincero. O filme de Hamburg traz estes valores de amizade a tona, e os molda de uma forma genuína que faz com que até os momentos mais batidos e previsíveis do filme se tornam, de repente, refrescantes. Como aquele que traz uma certa reconciliação entre o casal principal. Durante um discurso mais que clichê e um clima ameno entre ambos, um certo homem passa por meio do casal soltando um arrogante arroto. É a forma do roteirista nos dizer: você já viu este filme mas, na verdade, você ainda não viu este filme. (Wally Soares – confira o blog Cine Vita)
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Antes do menu inicial são apresentados os trailers de “Transformers 2” e “G.I Joe”
Comentários do Diretor John Hamburg e dos atores Paul Rudd e Jason Segel – Os três comentam os bastidores do filme de forma bem descontraída, com até algumas piadinhas no meio de algumas informações bacanas.
Making Of – No formato tradicional com depoimentos, cenas de bastidores e curiosidades, sobre os aspectos básicos do filme, como roteiro, elenco personagens, direção e parte técnica, com 17 minutos e meio, com direito a mais algumas piadinhas.
Extras – São 9 cenas (se assistidas de uma vez, totalizam 22 minutos e meio), com takes alternativos, algumas com diálogos variados devido a improvisação do elenco. Poderia ter uma explicação do porquê da escolha das cenas na edição final do filme.
Cenas Originais – Mais 6 cenas que não estão no filme – na verdadade, são “estendidas”, tem alguns minutos a mais do que a edição final. Totalizam 12 minutos e 45 segundos.
Cenas Inéditas - São 3 cenas que ficaram de fora da edição final, com 3 minutos e 20 segundos. São bem legais.
Erros de Gravação – Um clipe com as famosas falhas, ideal para este gênero de filme, com piadinhas, risos frouxos, improvisos, enfim, acaba divertindo nos seus 11 minutos e meio.
Há ainda “easter eggs”, o seja, extras escondidos, com mais 3 curtas cenas deletadas bem divertidas no menu “Material Especial” (fáceis de achar, a dica é: “acenda o farol”).
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Um filme divertido, com bela edição em DVD, com imagem praticamente perfeita, com pequena granulação, mas com cores naturais e bem contrastadas e áudio bem distribuído nos seus 5.1 canais, com dublagem bem realizada que mantém a qualidade da distribuição. Os extras são bem legais, exatos e divertidos e todos legendados, com pequenos erros de tradução no menu de extras, que podem confundir. Para o gênero, quase perfeitos. Uma boa comédia com elenco e direção afiados, que vale pelo menos a sua locação. |
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Por Edinho Pasquale em 21/08/2009 |
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