Max Payne: Versão Estendida(Max Payne)
Mark Wahlberg, Mila Kunis, Beau Bridges, Chris ‘Ludacris’ Bridges, Chris O’Donnell
John Moore
2008
EUA
102 minutos

Baseado em um jogo interativo de grande popularidade, MAX PAYNE conta história de um policial que decide agir por conta própria para encontrar os responsáveis pelo brutal assassinato de sua família e do seu parceiro. Obcecado por vingança, sua investigação o conduz por uma jornada de verdadeiro pesadelo num submundo sombrio. À medida que se aprofunda no mistério, Max (Mark Wahlberg) se vê forçado a combater inimigos sobrenaturais e a enfrentar uma traição inimaginável.

Ação, Ficção
Fox
15/07/2009
Inglês, Português,
Espanhol, Chinês,
Coreano, Tailandês
  
  

 
  
 

Video-games transpostos para o cinema geralmente resultam em grandes bombas e este aqui confirma a teoria, agravado pela direção deste tal de John Moore, que não acerta uma (Vôo da Fênix, Atrás das Linhas Inimigas), com seus trabalhos que tem a profundidade de uma folha de papel. Será que ele não se deu ao trabalho de ler o roteiro e verificar que a história não fazia sentido (tem um momento por exemplo em que ele fica preso numa sala sem saída e no entanto escapa, ninguém explica como!). Será que ninguém percebeu ainda que Mark Whalberg é uma fraude, que não tem qualquer carisma ou presença, e não aprendeu depois de vinte anos de carreira a criar um personagem ou mesmo a ser convincente?

Tudo se junta nesta aventura de terceira categoria. Max Payne é um policial que tenta vingar sua família, mulher e filha, que foi assassinada e também seu parceiro. Embora ele encontre no caminho figuras esquisitas como aquela Bond girl que não deu certo e veio da Rússia (Olga Kurylenko, que é logo eliminada) e o Tenente Bravura (que é feito pelo rapper chamado Ludacris), a história acaba enveredando mesmo pela fantasia por causa de uma droga (que vicia, aliás, o nome já subentende) que se chama Valkyr, transformando as pessoas numa espécie de super guerreiros (não estou revelando muito dizendo que foi o governo que encomendou junto com um laboratório criminoso, porque isto é total clichê). Esse lugar chamado Aesir acaba sendo a corporação vilã, mas tudo é tão obvio que a identidade dos malfeitores é o menor dos problemas.

Muito escuro, com um herói emocionalmente adolescente, prejudicado por um elenco fraco que inclui Mila Kunis (Forgetting Sarah Marshall), o coitado do Chris O´Donnell que depois de Batman perdeu o estrelato e agora é constrangido a fazer coadjuvantes infelizes, este Max Payne é uma perda de tempo, por vezes até ofensiva. (Rubens Ewald Filho na coluna Clássicos)

Making Of: Partes 1 e 2 – Com um total de quase uma hora (não se sabe o porquê da divisão em duas partes), se tem um belo documentário repleto de informações sobre o filme, baseado principalmente em cenas de bastidores e depoimentos, fugindo do formato tradicional promocional. Funciona melhor, é mais interessante do que a média ao trazer depoimentos curiosos que fogem do “como foi bom trabalhar com fulano”. Muito interessante.

Michelle Payne – Com 13 minutos e meio, é um “pequeno filme” como se fosse uma “graphic novel”, com imagens estáticas animadas (“stop motion”), apenas dublada. Apenas para os fãs.

Um filme fraco, com edição melhorada para a venda, com 4 minutos a mais (o que a classifica de “estendida”), mas que não melhora muito a qualidade do filme. A imagem está muito boa, sem compressão ou imperfeições, mantendo a fotografia do filme explorando a coloração “fria/quente”, dependendo do andamento. Já o áudio tem uma perfeita distribuição para o gênero, sobrecarregando bem os 5.1 canais disponíveis, fazendo com que estejamos no meio do filme e com os costumeiros “problemas”, para quem tem um home theater, com os vizinho, pois os tiros e efeitos especiais estão claros e “fortes”, realçados por um bom equipamento. Mesmo na dublagem, que perde um pouco no canal central. Esta edição para a venda é uma mistura das edições americanas. Por lá foram lançadas duas versões, uma “simples”, com as duas versões do filme (esta “estendida” e a de locação daqui) e com comentários em áudio. E outra “dupla”, com o conteúdo anterior e os featurettes exibidos aqui, além de uma cópia digital. Ou seja, “nem eira nem beira”. Não que esta edição com poucas cenas estendidas seja especial, mas poderia se ter a opção pelo menos dos comentários. E a embalagem do DVD para a venda é do tipo “slim”, que provoca repulsa pela maioria dos colecionadores. Enfim, se você não liga para clichês, gosta de filmes de ação e não conhece o personagem, até que vale a compra.
 
Por Edinho Pasquale em 10/08/2009
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