X-Men Origens: Wolverine(X-Men Origens: Wolverine)
Hugh Jackman, Liev Schreiber, Danny Huston, Will i Am, Kevin Durand, Dominic Monaghan
Gavin Hood
2009
EUA
107 minutos

Hugh Jackman volta a interpretar o papel que fez dele um astro: uma feroz máquina de combate com incrível poder de cura, garras retráteis e fúria primitiva. Antecedendo os acontecimentos de X-MEN - O Filme, X-MEN ORIGINS: WOLVERINE revela o impressionante passado violento e romântico de Wolverine, com complicado relacionamento com Victor Creed, e o nefasto programa Arma X. Ao longo do filme, Wolverine encontra vários mutantes, tanto conhecidos como novos, incluindo aparições surpresa de lendas do universo do X-Men cuja participação na franquia é ansiosamente aguardada.

Ação, Ficção
Fox
05/08/2009
Português, Espanhol,
Inglês (Musicas)
  
 
 
  

O que fazia os filmes da série de "X-Men" transcender do mero espetáculo blockbuster era o cuidado com o qual os roteiros eram planejados. Enquanto o primeiro nos introduziu muito bem à um mundo interessante (e até sombrio), o segundo alçou a ação aos ares e o drama pessoal de seus personagens à outros níveis. Até mesmo o criticado terceiro, que perdeu em genialidade com a direção de Brett Ratner, trazia um roteiro admirável em diversos aspectos. Foi, de fato, uma franquia respeitável. E só continuará respeitável se o novo filme não for considerado como parte dela. X-Men Origens – Wolverine é o oposto do termo "transcender", transformando um bom personagem em um brutamonte artificial e burocraticamente desenhado. Não se deixem enganar, o filme não adiciona em nada a série e não justifica sua existência de maneira alguma, ao criar uma origem para o herói que soa exageradamente fútil, tendo em vista a forma misteriosamente interessante com o qual os roteiros dos dois primeiros filmes o havia criado visando teu passado.

Dirigido pelo talentoso Gavin Hood (O Suspeito), que assinou a direção do ótimo vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro, "Infância Roubada", o filme inicia-se revigorante. Com créditos iniciais bem compostos e eficientes ao introduzir o enredo (e os personagens) de forma adequada, tudo inicialmente funciona. Alias, o forte do filme surge com as atuações dignas apresentadas por Hugh Jackman (Austrália) e Liev Schreiber (O Amor nos Tempos do Cólera), que conseguem bolar boa química ao mesmo tempo que trazem autenticidade aos personagens. Principalmente Schreiber, que acerta no tom de seu Victor (que mais tarde se transformaria no Dente de Sabre). Quando o filme foca nos dois, e a ação proveniente de seus duelos, ele se torna uma espécie de filme-B de ação divertido. Infelizmente, os elogios precisam parar por aqui. Hood até tenta transformar tudo em um clima descomprometido e enraizado nos moldes dos filmes de ação brucutu dos anos 80. E talvez se o roteiro fosse igualmente descompromissado, a sessão teria sido mais proveitosa. Infelizmente, o filme se leva muito a sério, e o roteiro medíocre assusta pelas escolhas que beiram o vergonhoso. Como o personagem muito mal concebido que é bem interpretado por Danny Huston (30 Dias de Noite) e a ridícula participação de Ryan Reynolds (Três Vezes Amor), num personagem desastroso.

O filme felizmente nunca perde o ritmo – mas o desinteresse é um infortúnio, e a fraqueza fatal de seu roteiro o faz perder seu equilíbrio. Roteirizado por David Benioff (O Caçador de Pipas) e Skip Woods (Hitman – Assassino 47), o script é uma verdadeira bagunça. Um amontoado de clichês do gênero, desculpas para grandes efeitos e pura fórmula que irrita pela constante irrelevância. Chega a ser desgastante. E o filme só não afunda por contar com uma direção que, mesmo totalmente decepcionante, consegue transformar os erros de seu roteiro (ocasionalmente) em meros detalhes, num plano maior de entretenimento gratuito que funciona da mesma forma que fracassa. É tudo dependente do olhar que será lançado sobre ele. Estaria o espectador simplesmente clamando por ação descerebrada, ou existem anseios por uma narrativa mais resolvida? Se você se encaixa na primeira opção, X-Men Origens – Wolverine funciona como divertimento fácil. Caso contrário, é cinema altamente falho e artificial.

E é decepcionante assistir à queda livre de um personagem que poderia ter rendido tanto, mas que se viu sendo submetido à uma desgastantemente frívola transformação nas mãos de roteiristas que não parecem entender o material (e os personagens) que tinham. Hood, por sua vez, entendeu a banalidade do texto que possuía, e tentou extrair dele o melhor que pôde – ainda que a própria direção tenha suas inúmeras derrapadas. O clima de "filme-B" é oportuno, e esmiúça as ambições errôneas do roteiro (na maior parte). Mas isso não é o suficiente. Em síntese, o filme é um verdadeiro pomposo blockbuster. E é só isso. Nem um centímetro a mais. Com certeza não será este o filme do Wolverine que será lembrado, e não delongará até que esta fita de ação se torne num produto meramente descartável e esquecido. Agora, resta desejar que tenham mais sorte (e digo talento) com Magneto. (Wally Soares – confira o blog Cine Vita)

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Espero que o roubo e a pirataria perpetrada com este filme, há um mês atrás (muito semelhante com o que sucedeu com o nosso Tropa de Elite), ainda que faltando 20 minutos, parte da trilha e alguns efeitos, além da ceninha depois dos letreiros, não venha a prejudicar o sucesso deste aguardado solo de Wolverine, que todo mundo vive me dizendo ser o herói favorito das pessoas. Também, sem dúvida, pela vibrante interpretação dada por Hugh Jackman, que expandiu seu público depois de sua marcante apresentação do ultimo Oscar®.

Não há dúvida que ele é o interprete ideal, para o que pretende ser a primeira biografia a contar as origens dos mutantes, que formam a equipe dos X-Men; falam, a seguir, no Dentes-de-Sabre (Liev Schreiber), ou no Deadpool (Ryan Reynolds), embora meu favorito tenha se tornado o Gambit (Taylor Kitsch), graças à marcante e rápida aparição de um ator promissor, vindo da série de TV Friday Night Lights. Tudo com direito uma pontinha não creditada de Patrick Stewart .

Produzido por Richard Donner, o filme foi recusado por Zach Snyder (queria fazer uma fita R, ou seja, mais violenta, e foi errar em Watchmen), e Bryan Singer (dos primeiros X-Men, que estava ocupado). Acabaram chamando o diretor sul-africano Gavin Hood, que ganhou Oscar® de filme estrangeiro por Infância Roubada (“Tsotsi” - 2005), e depois rodou O Suspeito (“Rendition” - 2007), com Reese Witherspoon. E que fez um bom trabalho, conduzindo muito bem as cenas de ação, que são um pouco aceleradas, como as de Gladiador (“Gladiator” - 2000). E que contou com um roteiro muito movimentado, cheio de reviravoltas e momentos inesperados. Não vamos contar muita coisa, mas o filme mostra uma história de amor com uma bonita garota, Kayla (Pauline Collins), o que levaria Wolverine a procurar vingança e uma relação complicada com um meio irmão rancoroso, Victor (Liev Schreiber), que seria depois o Dentes-de-Sabre (para mim, superestimado). A sequência em que os dois vão passando por diversas guerras, numa excepcional montagem, é das melhores do filme. Mas não vai ficar por aí; relativamente curto, muito bem produzido (excelente idéia situar a ação em Three Mile island), redime o gênero quadrinhos de fracassos recentes (Spirit, Watchmen), numa diversão recomendada para todos. Divirta-se. (Rubens Ewald Filho na coluna Clássicos de 30 de abril de 2009)

Cena do Bar Japonês – Cena alternativa com 45 segundos.

Este bom filme agrada alguns e outros tantos não gostaram. A versão em DVD para locação tem o mérito se ser lançada um mês antes da edição nos EUA. Na parte técnica, nada a reclamar. Imagem praticamente perfeita, sem granulação, mesmo com a provável utilização de filtros dos filmes atuais, Com coloração acentuada, de acordo com a fotografia do filme, é bem definida e bem contrastada. O áudio se utiliza bem dos seus 5.1 canais, tanto no idioma original como na boa dublagem. Um filme com tantas cenas de ação não poderia ser diferente. O equilíbrio é perfeito nestas cenas, com boa presença dos canais surround e do subwoofer. Nas cenas com menos efeitos, a ambientação também está bem realizada. O grande problema é o de sempre para a maioria dos filmes da distribuidora para locação: a praticamente ausência de extras. Nos EUA serão lançadas duas versões, uma simples, com duas trilhas de comentários em áudio e dois featurettes interessantes e uma dupla, com mais cenas alternativas e/ou deletadas e um segundo disco com a cópia digital do filme. Para os fãs, só resta esperar as edições para a venda (e rezar para que não venham naquelas caixinhas “slim”, o que seria um milagre nos dias atuais). Para os que querem conhecer um bom filme de ação ou a história do personagem, resta a locação.
 
Por Edinho Pasquale em 06/08/2009
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