Ato de Liberdade, Um(Defiance)
Daniel Craig, Liev Schreiber, Jamie Bell, Alexa Davalos, Allan Corduner, Mark Feuerstein
Edward Zwick
2008
EUA
136 minutos

Baseado em uma extraordinária história real, Um Ato de Liberdade é um épico sobre família, honra, vingança e salvação. Durante a II Guerra Mundial. O ano é de 1941 e os judeus do leste europeu estão sendo massacrados aos milhares. Para escapar da morte certa, três irmãos se refugiam numa floresta que conhecem bem desde infância. Ali começa sua desesperada luta contra os nazistas. Daniel Craig, Liev Schreibel e Jamie Bell são irmãos que transformam instintos primitivos de sobrevivência em algo muito mais extraordinário - uma maneira de vingar a morte de seus entes queridos enquanto salvam centenas de pessoas.

Guerra, Ação
Flashstar
22/07/2009
Inglês, Português
  
 
 
 

É preciso ressaltar que o diretor deste filme é um cineasta importante, não é uma produção ‘B’ qualquer. Edward Zwick fez filmes O Ultimo Samurai, Nova York Sitiada, Lendas da Paixão, Diamantes de Sangue, Coragem Sob Fogo, Tempo de Glória e foi produtor - criador de séries de TV como “Thirty Something” e “Once and Again” e “Quarterlife”. Certamente ele deve ter sentido a necessidade de responder a uma observação comum, a de que os judeus foram perseguidos pelos nazistas, sem demonstrar muita resistência (a não ser no famoso ghetto de Varsóvia e em resistências semelhantes). Mas há historias da Segunda Guerra ainda não contadas como esta passada em 1941, numa floresta da Bielo Rússia, hoje Belarus.

Liev Schreiber que faz o irmão de Wolverine (Hugh Jackman) no filme atual, aqui também interpreta o irmão do protagonista, no caso Daniel Craig, atual James Bond. Eles são os irmãos Bielski, judeus poloneses que escapam do Leste Europeu e vão se juntar aos guerrilheiros que lutam na Floresta. Mesmo enfrentando preconceitos, eles conseguem formar uma pequena cidade e reunir um pequeno exercito de cerca de mil judeus.

Rodado na Lituânia, com bom orçamento, numa área remota a cerca de cem milhas de onde os fatos realmente ocorreram, o filme não fez o sucesso esperado e não teve a devida repercussão (a não ser pela trilha musical muito elogiada de James Newton Howard, que foi indicada ao Globo de Ouro e também ao Oscar®). O problema talvez seja o roteiro que com a proposta de provar que ‘judeus lutam’ acabou esquecendo de armar melhor a narrativa, caindo em clichês de filme de guerra e partisans.

A dupla central é forte (assim como Jamie Bell, o Billy Elliot que faz um terceiro irmão) , as cenas de ação competentes, ou seja é uma lição de história  que deveria ter proporções épicas, mas que cai demais nas convenções e nas fórmulas. Justamente quando nem devia ter feito isso. (Rubens Ewald Filho na coluna Clásscios de 15 de maio de 2009)

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Edward Zwick para mim é um dos diretores mais técnicos da atualidade. De Diamante de Sangue ao Último Samurai ele atua com competência, onde grandes histórias são contadas com grande produção e sempre ótimas atuações. Só que, em Um ato de Liberdade parece que algo fica faltando...embora a parte visual do filme seja lindíssima (da fotografia aos figurinos) e com ótimos efeitos sonoros, trilha magnífica e boas atuações (principalmente para Liev Schreiber), o filme que narra a história real dos irmãos Bielski que durante a segunda guerra conseguem no meio da floresta reunir mais de 1000 judeus, não tem ritmo, o que acaba prejudicando totalmente o resultado final do longa.

Alias não se pode esquecer que o filme teve problemas nas datas de lançamento, o que fez com que não fizesse sucesso nem de público e que tenha sido muito pouco visto pela critica, sendo que apenas a trilha sonora se sobressaiu acima de todo o visual do filme.

O longa fica então aquém do esperado com a impressão de que se passou muito rápido por algo ou que em outro ponto da narrativa as situações ficaram muito vagas. Uma pena, pois com uma equipe tão eficiente esperava-se muito mais de um filme que se perde na sua própria historia. (Viviana Ferreira)

Antes do menu inicial há a exibição obrigatória dos trailers de “A Tribo 2”, “Desonra”, O Efeito da Fúria”. Esta falta de opção de se interromper os trailers é inaceitável.

Trailer

Slide Show – Sequência de telas com cenas do filme. Dispensável.

Novidades – Os mesmos trailers apresentador no início.

Um bom filme com qualidade apenas aceitável em DVD. Como de hábito da distribuidora, lança para locação um produto como se fora uma “linha de montagem”, quase sem extras. A imagem está longe de ser perfeita, há uma granulação com o uso exagerado de filtros, cores frias, muito azuladas nas imagens da selva. Pelo menos está no formato e proporção corretos. O áudio está muito bem definido no idioma original, com bom destaque para todos os canais nos seus 5.1 canais, com bons efeitos surround inclusive nas cenas de ambientação, diálogos limpos e claros. O mesmo não se aplica na dublagem, apenas em 2 canais. Pessoalmente não gosto de dublagens, mas para os que a apreciam a presença dos 5.1 canais deveria ser obrigatória. Os extras, como dito, são insignificantes. Na edição americana, há 3 documentários e uma trilha de comentário em áudio com o diretor. Por aqui, vale a locação para os que apreciam o gênero assistir a um bom filme sobre o tema, com o atual protagonista da franquia 007.
 
Por Edinho Pasquale em 23/07/2009
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