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| Clint Eastwood, Christopher Carley, Bee Vang, Ahney Her, Brian Haley, Geraldine Hughes, Dreama Walker, Brian Howe, John Carroll Lynch, William Hill, Brooke Chia Thao, Chee Thao, Choua Kue, Scott Eastwood, Xia Soua Chang |
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| Walt Kowalski, veterano da Guerra da Coréia e trabalhador da indústria de automóveis aposentado, não gosta muito do jeito como sua vida e sua vizinhança mudaram. Ele especialmente não gosta de seus vizinhos, imigrantes do Sudeste Asiático. Mas alguns eventos forçam Walt a defender justamente esses vizinhos contra uma gangue local que semeia violência e medo. Pela primeira vez desde Menina de Ouro, Clint Eastwood do National Board of Review Award por seu papel como o osso duro de roer Kowalski, aprimorado pela experiência, ele gência e sensibilidade e premiado este trabalho com uma performance primorosa. |
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Inglês, Português, Espanhol, Francês
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Clint Eastwood já afirmou que este deve ser seu último filme como ator (até porque é difícil encontrar papéis para atores de 78 anos, como é o caso dele). Não chega a ser um problema, porque ele demonstrou muitas vezes que é um diretor muito competente (como recentemente em A Troca - 2008), com seu estilo direto, simples, sem frescuras. Mas já estávamos esquecendo que figura carismática ele tem. Fui até procurar um livro de fotos antigas, e fiquei ainda mais surpreso de descobrir que ele foi um homem bonitão, uma bela figura, já na época dos faroestes-spaghetti. E mantém a fama de machão neste policial, que é uma espécie de Dirty Harry aposentado, e o que sucederia com ele, caso morasse num subúrbio modesto e fosse obrigado a pegar em armas.
O roteiro explica e justifica bem as coisas. Walt Kowalski (Clint Eastwood) é um veterano da Guerra da Coréia, que tem uma grande alegria na vida: manter em sua garagem, em perfeito estado de conservação, um carro Gran Torino 1972. Por isso que se aborrece quando um vizinho, um jovem coreano de família imigrante, mexe na máquina (a serviço de uma quadrilha de ladrões). Eventualmente, acaba se tornando amigo da família, e se envolve mais diretamente nos conflitos com os bandidos, até um final heróico (ou anti-heróico), conforme preferirem.
Curiosamente, a trilha musical é do filho de Clint, Kyle Eastwood (com Michael Stevens), e Clint co-escreveu a canção-tema, junto com Stevens, Kyle e o cantor Jamie Cullum, que a interpreta na trilha musical. Outro detalhe: este foi o filme de Clint de maior bilheteria nos EUA, chegando a US$ 132 milhões. Sinal de que o velho cowboy ainda se comunica com o público. Indicado aos Globos de Ouro de ator e canção, foi ignorado pelos Oscars. Mas é um drama policial sólido, bem feito, ainda que previsível. (Rubens Ewald Filho na coluna Clássicos de 16 de março de 2009)
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Clint Eatswood anunciou que sua última participação no cinema como ator é a que se vê em Gran Torino (Gran Torino; 2008). Daqui para a frente ele só dirigirá filmes. Para quem pensa, como eu, que Eastwood é melhor ator do que diretor, esta decisão é de se lamentar. E sua admirável interpretação em Gran Torino só pode confirmar estas lamentações: o intérprete Eastwood parece no auge de sua forma e a precisão com que ele articula seus maduros gestos dramáticos carrega no colo a capacidade de emocionar da narrativa.
Em linhas gerais, o bem-comportado estilo clássico de filmar de Eastwood retorna em Gran Torino. Ele obedece sisudamente às regras da gramática cinematográfica e nunca arrisca um plano que possa fugir do lugar-comum. O roteiro é bem organizado e sua direção de atores é concisa e acertada. Mas o que eleva o nível de Gran Torino para um melodrama um pouco melhor do que A troca (2008), outro Eastwood visto este ano, é uma certa consciência crítica do cineasta sobre seus próprios estereótipos e a inserção do humor na visão das relações humanas racistas no meio americano.
A história contada por Eastwood trata dum veterano da guerra da Coreia e começa na cena da missa em que se vela o cadáver da esposa deste veterano. Numa destas armadilhas do destino, este viúvo amargo e neurótico de guerra descobre que seus vizinhos são orientais, como os que ele enfrentou na guerra; seu conturbado racismo inicial vai transformar-se numa amizade especialmente com o casal de irmãos vietnamitas. Eastwood como diretor não aprofunda muito os temas que aborda (nem aqui, nem em nenhum de seus filmes), mas em Gran Torino seu desempenho é extremamente tocante. O gesto suicida final da personagem de Eastwood tem seu quê de simbólico, principalmente ao considerar-se sua desistência das interpretações: talvez o velho caubói esteja cansado de heroísmos e bravatas e entregou os pontos a coisas mais humanas, como desistir de valentias inúteis. A sequência final liga-se à primeira, ambas se passam numa missa de velório: no final é o cadáver da criatura de Eastwood que está ali, mas o discurso do jovem padre mudou e perdeu seu academicismo convencional. O que não ocorre de todo com o cinema de Eastwood. (Eron Fagundes)
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O material extra só pode ser acessado pelo “menu popup” do controle remoto (que está em Inglês), característica dos filmes da Warner, que logo iniciam o filme e não tem um “menu inicial”. Estão todos em alta definição e com legendas em Português(exceto os do "BD Live", sem legendas):
The Eeastwood Way – Making of sobre diversos assuntos, principalmente o trabalho de Direção de Clint, além da sua participação como ator (ele confessa que aceitou atuar por ter gostado muito do roteiro). Passa também por outros temas, como os personagens, roteiro e alguma rápida informação da parte técnica e cenas de bastidores. Com pouco mais de 19 minutos, é genérico, de bom tamanho e necessário.
Manning the Weel – Outro “featurette” com pouco mais de 9 minutos sobre o carro (ou seu estigma) que deu origem ao nome do filme e sua importância para os americanos e, por consequência, para a fita. Para o tema, é bem realizado.
Gran Torino: More Than a Car – Uma espécie de complemento do featurette anterior, aqui com quase 4 minutos, desta vez com depoimentos de colecionadores reunidos em Detroit num evento de apreciadores de carros antigos. Seria interessante se fosse apenas um complemento e não um dos únicos extras.
Blu-ray Live – Se o seu equipamento tem conexão (rápida) via Internet, você terá acesso a alguns extras exclusivos (em inglês). Há opções como “WB Shop” e “My Lybrary”, que ainda não estão disponíveis. A que realmente importa se chama “Media Center“, onde se tem 3 opções, todas com conteúdo dependente de downloads:
“Extras” – “Next Door v2” (um featurette sobre os atores “Hmong” (uma comunidade do sudeste da China) que contam suas experiências pessoais como imigrantes e de seus personagens no filme. É bem interessante, cheio de cenas de bastidores e curiosidades, com a equipe técnica comentando os desempenhos. Com 15m36s) e “’Gran Torino’ Music Video” (como o nome já diz, um clipe com a música tema cantada por Jamie Cullum). Após a sua visualização, há a opção de dar uma cotação, gravar o conteúdo baixado localmente ou deletá-lo.
“Trailers” – De 40 filmes, sem legendas. Basta escolher o filme onde então será apresentada sua capa, uma sinopse (em inglês) e a possibilidade de fazer o download (em definição alta ou normal) do trailer. Após a sua visualização, há a opção de dar uma cotação, gravar o conteúdo baixado localmente ou deletá-lo.
“WB Media Manager” – Aparece todos os seus arquivos escolhidos e os gerencia com as opções “assistir” ou “deletar” cada um deles.
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O bom filme de Eastwood tem uma boa edição em Blu-ray. As distribuidoras estão começando a dar sinais de preferência para o formato, pois além da evidente melhor qualidade técnica de imagem e áudio, está disponibilizando materiais extras exclusivos. Aqui se tem o “making of” além dos dois featurettes disponíveis no DVD e a opção “Blu-ray Live”, que ainda precisa de alguns ajustes mas fornece mais material inédito e uma futura integração com outros usuários. Mesmo assim, é apenas o suficiente. A imagem está com boa definição (2.40.1 1080p VC-1) e sem granulação (ao contrário do DVD), as cores são bem naturais, as cenas escuras estão limpas, bem contrastadas. O áudio tem a trilha “loseless”, ou seja, sem compressão, o que torna mais audíveis alguns elementos sonoros de ambientação. Mesmo assim, achei a distribuição dos canais surround pouco utilizadas, talvez pelo por tentar não desviar a atenção do público da trama através de efeitos ou trilha. A boa surpresa é que é um dos poucos BD que tem a dublagem em Português, mesmo que em Dolby Digital igual ao do DVD (a edição lançada aqui é a importada dos EUA). Há ainda a cópia digital do filme, mas o inacreditável é a nexessidade de baixar o filme todo via Internet, ao contrário do BD americano, que já vem com o segundo disco com o filme e é apenas transferido para o computador ou para o i-pod. Aliás, na versão tupiniquim só se pode usar o Windows e não a versão para i-pod.
Veja as imagens:
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Depois de muitas limitações e erros, conseguimos baixar duas “versões”, ambas para uso via Windows Media Player 11, depois de ter que atualizar o programa, apenas para quem tem o Windows original. As duas versões (não dá para escolher) são dubladas e com as seguintes características:
PORTÁTIL: taxa de 705kbps, IMAGEM 320 x 136 Windows Media Video 9 (2.35:1), AUDIO Windows Media Audio 9.1 96 kbps, 44 kHz, stereo 1-pass CBR
PC: taxa de 1,42Mbps, IMAGEM 720 x 306 Windows Media Video 9 (2.35:1), AUDIO Windows Media Audio 9.2 128 kbps, 44 kHz, stereo 2-pass VBR.
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Por Edinho Pasquale em 18/07/2009 |
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