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| Adrien Brody, Jeffrey Wright, Beyoncé Knowles, Cedric the Entertainer, Mos Def |
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| Cadillac Records conta a história da ascensão da gravadora Chess Records, de Leonard Chess (interpretado por Adrien Brody), e dos artistas que gravaram nela, como Muddy Waters (interpretado por Jeffrey Wright), Little Walter (interpretado por Columbus Short), Chuck Berry (interpretado por Mos Def), Willie Dixon (interpretado por Cedric The Entertainer) e a fabulosa Etta James (interpretada por Beyoncé Knowles). Com uma história de sexo, violência, racismo e rock'n'roll na Chicago dos anos 50 e 60, o filme mostra as vidas turbulentas e excitantes de algumas das maiores lendas da indústria musical da América. |
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Inglês, Português, Espanhol, Chinês, Coreano, Tailandês
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Cadillac Records é um filme feito para um público seletivo. Apesar de ter seus ocasionais graves problemas de estrutura, o filme é um deleite para todos que conhecem o que é boa música e qualquer um que saiba aproveitar uma boa performance. Ainda que não seja um drama dos mais consistentes, e cinema com lá seus defeitos, é uma obra que se distingue. E isso é sempre bem-vindo numa época em que os filmes cada vez mais perdem suas personalidades. Então, falho como é, o filme acaba por encantar e cativar, oferecendo um sólido e vibrante entretenimento que deixa uma impressão. E tudo isso por causa de dois elementos primordiais para o funcionamento da obra: o elenco, e a música, claro. Movido pelos blues e pelo rock que futuramente inspirariam gerações, o filme encontra seu motriz em cenas que unem de forma efervescente o furor da música com grande paixão.
O longa traça a história de Chess Records, um pequeno estúdio de gravação que, liderado por Leonard Chess, achou grandes talentos dos blues e do rock como Muddy Waters, Etta James, Little Walter, Chuck Berry, Willie Dixon e Howlin' Wolf. Nomes que não significam nada para muitos da geração de hoje (o que me traz de volta ao público seleto), mas que foram importantíssimos para a evolução da música, inspirando os maiores nomes do rock, de Beach Boys à Rolling Stones. E é um prazer testemunhar estas lendas sendo descobertas e assistir o que realizaram com seus talentos explícitos. A narrativa do filme é talvez seu grande defeito. Com uma pobre estruturação, o roteiro soa diversamente incoerente em suas passagens, perde boas oportunidades (um incêndio importante é apenas mencionado, como também questões importantes de relacionamentos) e omite também diversos fatores que poderiam ter enriquecido a história. Na história real, por exemplo, Leonard Chess teve um parceiro ao comandar o Chess Records: seu irmão, Philip, que nem é mencionado no todo decorrer do filme. Estas omissões e erros de continuidade enfraquecem o resultado final, nos mostrando que, apesar de ser um bom filme, poderia ter sido muito mais com certos retoques e polimentos.
A diretora, Darnell Martin, claramente inibida em sua condução, decide então apostar no que é certo. O poder da música então toma conta do filme, em trilha sonora impecável. As cenas que focam a apresentam de certas músicas são apresentadas com tanta paixão que trazem a tona toda a sensualidade, o furor e a força cintilante da música. De repente, o fato do filme possuir uma linguagem cinematográfica tão limitada deixa de ter tamanha importância, ao nos vermos totalmente envolvidos tanto com a música, que te puxa como um imã, quanto pelos personagens – que podem sofrer em questões de roteiro mas vivem graças à um elenco rico em caracterizações importantes e bem realizadas. Momentos em especiais nos fazem esquecer que assistimos à meras simulações, quando a intensidade de seus atores se sobrepõem à mera encenação. Neste caso, é preciso elogiar Jeffrey Wright, que constrói um marcante Muddy Waters cheio de energia. Ao seu lado, somos surpresos pela dedicação de Columbus Short (outrora tão limitado) como Little Walter. Gabrielle Union surge em comovente retrato e Mos Def encarna Chuck Berry cheio de autenticidade. Mas quem merece os grandes elogios é Beyoncé Knowles, que prova aqui não ter tido em Dreamgirls – Em Busca de um Sonho um golpe de sorte. Além de soberba cantora, ela traz Etta James à vida com uma paixão gigantesca, em cenas que expõem vulnerabilidade e imensa intensidade – como uma soberba entre ela e Adrien Brody (também ótimo) após um incidente com a cantora, marcando uma química assustadoramente realista entre ambos que envia raios de vertigem à todos os lados. E são momentos isoladamente belos como este que tornam "Cadillac Records" num bom filme, já que o conjunto em si acaba por se denotar com extrema fraqueza.
Como um retrato digno do nascimento do rock e como homenagem memorável àqueles que pavimentaram o hall da música, Cadillac Records funciona, totalmente impulsionado pela música vertiginosa e um elenco extremamente dedicado. Eles acendem o filme e o faz vibrar – e a audiência também. Como cinema, Cadillac Records é uma obra burocrática e pesarosamente inconsequente em seu roteiro confuso e direção desfocada. Para todos que estão dispostos a virar às costas para tais erros, vejam sem medo. Não é sempre que se encontra uma celebração tão viva da música.
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Comentários em Áudio da Roteirista e Diretora Darnell Martin.
Cenas Excluídas: Cinco cenas que somam ao total pouco mais de cinco minutos. Duas delas, uma que apresenta um personagem erroneamente omitido da metragem original, e outra que traz uma conversa interessante em um restaurante, poderiam ter sido inclusas no filme. As outras três, com a morte de Pot Strong, e tomadas alternativas de um momento dispensável, não fizeram falta.
Especiais:
"Chess Tocando: Os Bastidores de Cadillac Records" apresenta um total de 26 minutos, e é imensamente interessante, revelando o por trás das câmeras do projeto e sintetizando muito bem do que o filme se trata. O especial foca bastante a questão da segregação racial, que é um dos temas principais na história do longa, como também os personagens em si, e a preparação dos atores.
"Era Uma Vez o Blues: O Design de Cadillac Records" é menor, com 15 minutos. Igualmente relevante, o especial foca as questões mais técnicas do projeto, como figurino e cenários, sintetizando a forma como trouxeram os anos 50 e 60 de volta à vida. No todo, a importância do design de produção para contar a história, e como adequaram ao curto orçamento.
Trailers (sem legendas) de: "Anjos e Demônios", "2012", "Ponto de Decisão", "O Casamento de Rachel" e "Sete Vidas".
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Bem composto pelos seus canais de som 5.1 e apresentando uma imagem que não deixa a desejar (apesar de certa granulação), o DVD do filme está bastante completo. Tecnicamente competente, o DVD ainda traz interessantes e relevantes extras com dois ótimos especiais (legendados em português), cenas excluídas e algumas prévias (estas não legendadas, infelizmente). O bom filme ganha então uma edição que satisfará aqueles que se interessarem pela história, e ainda mais aqueles que poderão tirar maior satisfação da trilha sonora do filme, que ganha destaque pelo áudio. |
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Por Wally Soares em 07/07/2009 |
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