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| Tom Cruise, Kenneth Branagh, Bill Nighy, Tom Wilkinson, Carice van Houten, Thomas Kretschmann, Terence Stamp, Eddie Izzard, Kevin McNally, Christian Berkel, Andy Gatjen, Jamie Parker, David Bamber, Tom Hollander, David Schofield |
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| "Tom Cruise nos brinda com uma das melhores atuações de sua carreira" (Jeffrey Lyons, NBC/Reel Talk), neste movimentado e tenso filme do diretor de Os Suspeitos e de X-Men - O Filme. Baseado na inacreditável história real do Coronel Claus von Stauffenberg (Cruise) e do engenhoso plano arquitetado para matar Adolph Hitler, este interessante suspense recria a ousada operação cujo objetivo era eliminar um dos mais cruéis tiranos que o mundo já conheceu.
Co-estrelado por Kenneth Branagh, Bill Nighy, Tom Wilkinson, Terence Stamp e Eddie Izzard, Operação Valquíria é uma montagem esmerada e realística envolta em um suspense impactante do início ao fim! |
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Inglês, Português, Espanhol |
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Como um ser incondicionalmente fascinado pela História, ao ler (e compreender) Hitler e a Segunda Guerra Mundial, sempre me via questionando a capacidade dos alemães em se doutrinarem de acordo com o que o "Führer" deles regesse. Será que todos eles se viam totalmente crentes perante as crenças de Adolf Hitler? Ou existia oposição, rebeldia e a bela liberdade de expressão? Operação Valquíria nos responde esta questão muito bem, até mesmo para aqueles que já conhecem a história do Coronel Claus von Stauffenberg, e como ele comandou a tentativa de assassinato de Hitler. O filme ambicioso dirigido pelo sempre interessante Bryan Singer (Superman – O Retorno) acerta bastante neste aspecto, ao dar uma face aos alemães que vai além do mero espetáculo raso, mesmo que o ato supostamente "heróico" dos homens que compunham a tal Operação Valquíria (plano que seria botado em efeito para dar um golpe de estado após a queda de Hitler) estivesse mais para a covardia do que para o heroísmo. E, apesar de nunca realmente investigar estas emoções mais tórridas – alias, uma das falhas do filme é não se apegar tanto aos seus personagens da forma como deveria – Singer consegue comunicar de uma forma bem eficiente o que houve naquele momento da história com coerência, fluidez e, talvez o grande motriz da metragem, uma tensão aguda e fortíssima.
Em outras palavras, Operação Valquíria está mais para um hábil thriller do que para um drama completo. Singer acerta no tom, nos envolve em eficientes momentos de tensão e compõe, com uma boa mão, cenas que ressoam. E estas virtudes emplacam e condensam aqueles que seriam erros graves. Afinal de contas, Singer tem em Stauffenberg um forte personagem e, ainda assim, não se vê na obrigação de escancará-lo (e daria um estudo de personagem interessantíssimo). Mas é preciso compreender que Singer quer retratar o momentos, as moralidades e as implicações que regiam naquele evento, não criando pretensões maiores do que as que dignamente assegura. Então por mais que o filme possa deixar a desejar em aspectos mais contundentes, não deixa de formidavelmente construir uma história que, além de servir como memorável entretenimento, ainda almeja lançar um olhar curioso sobre as ações e reações do ser humano diante do medo e da opressão, e como algumas pessoas se sobrepõem à mera covardia.
Trabalhando a seu favor, Operação Valquíria é excepcional em sua técnica e estética. A fotografia retrata o sombrio e o "cinzento" clima dos momentos pós-bomba de uma forma excelente, claramente apoiada na rigidez de cenários bem compostos e um tom acertado. A montagem, segura e rítmica, oscila pelos atos de uma forma nervosa e ágil, nunca se entregando e mantendo a avidez. Algo totalmente engrandecido pela maravilhosa trilha sonora, que entrega uma tensão poderosa ao filme que se torna inestimavelmente valiosa. Daquele tipo de elemento do qual, em falta, faria o filme ruir. E estes atributos fazem com que a sessão se torna numa sólida obra de entretenimento e, talvez, seja exatamente isto que o filme de Singer precise ser, e apenas aceitando isto que o espectador aceitará o que o longa tem a entregar. Então, isso posto de lado, a falta de verossimilhança diante da fita ser falada em inglês (e não alemão) nem incomoda tanto – principalmente porque Singer faz uma genial sacada logo de início ao começar o filme com uma narração alemã de Stauffenberg, que aos poucos vai se transformando em inglês. Trazendo a idéia de que a experiência é alemã, mas está sendo traduzida para a formalidade da linguagem em inglês.
Outro forte elemento trabalhando a favor do filme – e da falta de verossimilhança acerca do dialeto – é o elenco especial que compõe a fita. Apesar de Tom Cruise não entregar a densidade que o personagem pede, este se sai bem ao trazer segurança ao papel, e belos momentos que possuem importância. Mas são os coadjuvantes que deixam a maior impressão, principalmente Bill Nighy e Tom Wilkinson, brilhantes como as peças mais frívolas de todo o plano. A intensidade de ambos ainda é acompanhada de um ótimo Christian Berkel e boas ainda que limitadas participações de Thomas Kretschmann e Carice van Houten. Quem acaba decepcionando um pouco é David Bamber, que fica encarregado da difícil tarefa de compor um Hitler que sobreviva diante da impressão ainda atordoante deixada por Bruno Ganz. No todo, porém, o elenco prevalece, e se encaixam de uma forma bem coerente no clima preciso do filme, que é mesmo uma forte obra de entretenimento que cumpre seu papel e consegue acumular um suspense mesmo que já saibamos como a história irá se finalizar. E isto, por si só, já é um grande feito. (Wally Soares – confira o blog Cine Vita)
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Comentários em Áudio do Ator Tom Cruise, do Diretor Bryan Singer e do Roteirista Christopher McQuarrie – Nesta trilha são apresentados os detalhes das cenas, num bate-papo descontraído e informativo sobre os mais variados aspectos técnicos. Sem legendas.
Comentários em Áudio dos Roteiristas Christopher McQuarrie e Nathan Alexander – Como não poderia deixar de ser, aqui se tem os meandros do roteiro, da história, de como é reproduzir fatos de uma história verídica. Complementa bem o comentário anterior, tem detalhes bem interessantes. Sem legendas.
A Jornada de Operação Valquíria – Um featurette bem interessante, genérico, com depoimentos do elenco e da equipe técnica para promover o filme, com várias cenas de bastidores. Mas o mais interessante é a presença do depoimento de Philipp von Schulthess, neto de von Stauffenberg. Tem também outra curiosidade bem legal: mostra imagens dos atores e fotos das pessoas que foram representadas por eles. A comparação da realidade com a ficção é impressionante. Curto (16 minutos) e eficiente.
O Legado da Operação Valquíria – Um documentário dirigido por Kevin Burns sobre o fato que originou o filme e as suas consequências para a História. Com 42 minutos, ilustra bem o contexto da realidade sobre a qual o filme foi realizado, repleto de imagens de arquivo e depoimentos de pessoas que foram testemunhas da história. Mas aparentemente é apenas a metade de um documentário mais completo, como podemos perceber na edição do filme em Blu-ray.
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Um bom filme, cuja edição em DVD é bem realizada. Com ótima qualidade de imagem, com boa definição e sem artefatos, tais como filtros excessivos ou compressão aparente, tem uma coloração perfeita e bom contraste. O áudio também está muito bem digitalizado, com um belo equilíbrio dos seus 5.1 canais, envolventes. A dublagem também está muito bem realizada, um bom trabalho dos dubladores, sem perder qualidade de áudio. Os extras são poucos, mas suficientes. Lamentável apenas que os comentários não tenham legendas, o que restringe o acesso ao grande público. Pelo menos tem o mesmo conteúdo do DVD americano. Uma boa e bem contada história, mesmo para quem já sabe o seu final. Merece uma conferida. |
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Por Edinho Pasquale em 18/06/2009 |
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