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| Glória Pires, Tony Ramos, Chico Anysio, Cássio Gabus Mendes, Isabelle Drumond, Ary Fontoura, Maria Luisa Mendonça, Marcos Paulo, Viviane Pasmanter |
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| Cláudio e Helena estão de volta e vivem mais uma fantástica experiência "fora de corpo" na seqüência do estrondoso sucesso "Se Eu Fosse Você". Alguns anos se passam desde a primeira troca, e o casal volta a ter conflitos corriqueiros. Mas dessa vez, as briguinhas levam a algo mais sério - tão sério que o casal resolve se separar. Para piorar a situação, acabam de descobrir que a filha, Bia, agora com 18 anos, vai se casar - e que vão ser avós… Porém, mais uma vez, o destino intervém na vida do casal antes que seja tarde demais. Quando vão formalizar sua separação, trocam novamente de corpos. Já acostumados com o fenômeno, resolvem sumir durante quatro dias - o tempo que levou para destrocarem na primeira vez. Mas dessa vez, chega o quarto dia e nada acontece. Será por que passaram os quatro dias separados? Ou será que ainda têm alguma lição a aprender? Qualquer que seja a razão, não destrocaram e bate o desespero - como voltar ao normal e poderem continuar com suas vidas independentes um do outro?
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Inglês, Português, Espanhol |
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Se Eu Fosse Você 2 é o maior sucesso do ano nos cinemas brasileiros. E é, também, a maior bilheteria de um filme nacional desde a retomada. É uma pena, portanto, que o "grande" filme do ano seja também um dos piores. O cinema brasileiro anda tendo aulas com Hollywood. O primeiro filme foi um sucesso imediato, extraindo sua força da dupla principal de atores e da aparente "novidade" de troca de corpos, que rendia piadas rentáveis e um humor que fez com que todo mundo voasse para os cinemas para conferir a sequência, que não só repete os mesmos erros do primeiro, mas comete ainda piores gafes. No final do primeiro os roteiristas nos deixaram com um gancho que coloca um casal coadjuvante enfrentando situação semelhante ao dos protagonistas. Claro, os atores não eram rentáveis como Tony Ramos e Glória Pires, e nem levariam milhões ao cinema. Portanto, o roteiro desta continuação esmiúça o argumento do primeiro (que ligava a troca de corpos à um fenômeno que acontecia de milhões em milhões de ano) ao arrumar como desculpa (péssima) o aquecimento global que, de acordo com a tola narração ao início, faria um raio cair duas vezes no mesmo lugar, que por si só já é um equívoco.
O diretor, Daniel Filho, segue a cartilha à risco. Não há nada que aconteça aqui que não tenhamos visto antes. Alias, os diálogos são dos mais fracos, atingindo o fundo do poço quando o personagem de Ramos diz: "Saudades do Telecine.". Uma propaganda descarada e vergonhosa, que vem pouco depois de um marketing muito tosco da Sky. A produção estava precisando tanto da verba ou foi mesmo uma falta de consciência dos roteiristas? Aposto na segunda opção, já que o roteiro aqui é dos piores. Além de incontáveis clichês e caricaturas óbvias, ainda precisamos lidar com a constante previsibilidade da narrativa e uma falta de originalidade muito vergonhosa, chegando até mesmo a repetir cenas do primeiro trocando apenas os personagens, como a que traz o personagem de Tony Ramos (no corpo de Pires) descobrindo de seu advogado que, de fato, sua mulher nunca dormiu com ele. Patético, não?
Alias, os constantes ataques do casal entre si resulta num clima que deixa de ser cômico para se tornar irritante. E as piadas em si são tão batidas e rasas, cobrindo situações usuais e pouco inspiradas, que fica difícil encontrar um charme ou um foco na história que consiga realmente cativar. O que evita que o filme seja um completo fracasso é, além da dupla inspiradíssima de Ramos e Pires – que funcionam mesmo com personagens tão mal escritos – é o apega ao qual temos pelos dois personagens, justamente graças a atuação dos atores. Em compensação, o elenco coadjuvante desgasta com a tremenda falta de talento, com exemplos até vergonhosos. Das situações cômicas, que na maior parte das vezes são muito exageradas, salva-se a cena que coloca Pires (no corpo de Ramos) "tentando" jogar futebol com os amigos. Fora isso, nada realmente nos fazem acreditar que estamos diante de uma comédia que seja ao menos "boa", que justifique o tamanho de seu sucesso.
Então, se você gostou do primeiro e é do tipo que assiste a Globo, Se Eu Fosse Você 2 é recomendado. Caso contrário, é recomendável uma certa distância. O problema é que Daniel Filho – que ironicamente disse certa vez que acredita estar inserindo o "cinema" na "televisão" – está fazendo exatamente o oposto. A sua comédia milionária está totalmente apoiada nos tiques e distúrbios que fazem novelas e programas de comédia serem sucessos tão grandes. E, se não bastasse isso, Filho ainda demonstra uma terrível limitação quando decide empregar um excesso de "split screen", quando insere na tela várias divisões. Um artifício que, ao lado da trilha horrorosa, faz certo momento do filme aparentar um comercial televisivo. Mas nada é pior que a cena do casamento, desastrosa em sua falta de plausibilidade. Alias, a forma como o filme decide lidar com a gravidez da filha do casal é muito imatura e em nada plausível. São elementos pobres como estes que tornam Se Eu Fosse Você 2 exatamente no oposto do que o público brasileiro o elevou: é um fracasso. E dos piores. (Wally Soares – confira o blog Cine Vita)
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Uma edição feita provavelmente às pressas para faturar no mercado de locação. E que deverá fazer o mesmo sucesso nos cinemas. Estas duas frases resumem o produto. Se o filme já não é dos mais brilhantes, sua edição em DVD não fica muito distante. A qualidade da imagem até que começa bem, mas a transcrição para o formato não é das melhores. O áudio está até que bem distribuído, mas há exageros de volume, como a da inexplicável cena inicial. E nenhum extra. OK, o filme talvez não mereça, mas talvez um making of tentasse justificar o produto, tanto dos cinemas quando em DVD. Talvez as propagandas não tenham ficado prontas à tempo... Se tiver riso frouxo ou foi um dos milhões que foram aos cinemas, assista. Pelo menos não ficará (mais) irritado quando no meio da sessão o pessoal gritar “olha o Silverinha” toda vez que Ary Fontoura aparecer nas telas (explico: quando assisti ao filme, ele fazia uma novela de sucesso na TV, “A Favorita”, com este personagem). |
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Por Edinho Pasquale em 03/06/2009 |
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