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| Klaus Kinski, Helena Rojo, Ruy Guerra, Peter Berling, Del Negro, Cecilia Rivera, Edward Roland, Alejandro Repulles, Dan Ades |
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| Primeiro filme da lendária parceria entre o cineasta Werner Herzog e o ator Klaus Kinski, Aguirre, a Cólera dos Deuses é uma das obras seminais dos anos 70, apresentada aqui em versão restaurada e remasterizada, com muitos extras, incluindo um documentário sobre o cineasta alemão.
Em meados do século XVI, o conquistador espanhol Gonzalo Pizarro lidera uma expedição ao Peru, em busca de Eldorado, a mítica cidade do ouro. Um dos seus homens, Dom Lope de Aguirre, consumido pela loucura, sonha em conquistar toda a América do Sul.Com participação do cineasta brasileiro Ruy Guerra no elenco, Aguirre, a Cólera dos Deuses é uma jornada fascinante no coração das trevas do ser humano. Essencial em qualquer coleção de cinema. |
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O cineasta alemão Werner Herzog está meio fora das discussões cinematográficas deste início de milênio. Mas seria ele o artista apropriado como signo de um mundo que navega para a demência. Neste aspecto, a possibilidade de rever, em dvd, um dos mais belos filmes de Herzog, Aguirre, a cólera dos deuses (Aguirre, der zorn Gottes; 1972), é um gancho para se recomeçar a analisar os significados de seu atormentado cinema; o protagonista desta realização, Lope de Aguirre, um homem torturado pela vontade de poder que assume as rédeas duma expedição de Gonzalo Pizarro rio Amazonas afora no seio dos destroços do império inca, é tanto o símbolo de todos os ditadores americanos que vieram pelos séculos adiante quanto a encarnação do indivíduo de agora que se destrói no hospício de sua ambição (por exemplo, a câmara que circula alucinadamente em torno da embarcação onde Aguirre segue a singrar rodeado de seus comandados mortos, entre eles sua própria filha atingida por uma flecha dos índios).
A capacidade visual de Herzog atinge nesta película um de seus picos. Os planos exacerbantes e hipnóticos do rio, da mata e dos homens adotam uma elaborada lentidão que Herzog já exercitara com brilho extravagante em Fata Morgana (1969) e Também os anões nasceram pequenos (1970), duas experiências cinematográficas radicais; os diálogos são intersticiais e não cooperam muito na progressão narrativa, esta progressão nasce mesmo da articulação plástica das imagens. Apesar de conter um roteiro que aparentemente se vai construindo com alguma improvisação (um filme-viagem pela mata com muita libertinagem formal), o rigor estilístico de Herzog é inteiramente fechado e secreto; Herzog documenta a realidade ao levar seu elenco a praticamente viver as dificuldades da travessia narrada.
Feito de uma críptica iluminação e de silêncios perturbadores entre imagens de notável força, Aguirre, a cólera dos deuses é conduzido pelo diário do Frei Gaspar de Carvajal e mais adiante se cruza com este diário uma voz-over que reproduz os pensamentos do próprio Aguirre à medida que seu delírio se torna mais agudo. O desempenho selvagem de Klaus Kinski como Aguirre é um trunfo do método do relacionamento de Herzog com seu ator-fetiche, como se descobriu vendo o documentário Meu melhor inimigo (1999), rodado por Herzog anos após a morte de Kinski. Para nós brasileiros salienta-se ainda a presença escassa mas precisa do cineasta Ruy Guerra na pele do idealista Pedro de Ursua que vem a ser enforcado ilegalmente por Aguirre.
Herzog voltou à selva amazônica em outro grande filme, Fitzcarraldo (1981). Mas Aguirre é um marco do cinema e a influência deste filme rigoroso e sem concessões deu-se inclusive no cinema comercial, numa obra-prima como Apocalypse now (1979), do norte-americano Francis Ford Coppola, e numa obra mais desleixada como A missão (1986), dirigida pelo inglês Roland Joffé, ou ainda na realização gaúcha Anahy de las misiones (1997), de Sérgio Silva, todos filmes em que realidade da encenação e realidade do encenado se permutam. (Eron Fagundes)
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Filme “O Mundo Contemplativo de Werner Herzog”: documentário escrito e dirigido por Peter Buchka, com 59 minutos, ótimo para quem quer conhecer quem foi este importante cineasta alemão. Baseado em depoimentos de Herzog, contando sua trajetória de vida, com muitas cenas raras de filmes e de bastidores, um achado para quem quer saber um pouco sobre a história do cinema. Produzido e falado em Alemão, com legendas em Português.
Trailer de Cinema: em Inglês, com legendas em Português.
Vida e Obra de Werner Herzog: 13 telas contendo um bom texto biográfico sobre a carreira do Diretor e sua Filmografia Completa.
Biografia de Klaus Kisnski: idem ao anterior, com 14 páginas, porém, com a biografia do ator apenas selecionada.
Galeria de Fotos: sete, com pôsteres e algumas fotos interessantes.
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Um filme importante para quem quer conhecer a história do Cinema, com um Diretor que podemos dizer que foi no mínimo polêmico. Esta versão da Versátil tem uma muito boa qualidade de imagem, no formato original de exibição de tela dos cinemas, com boa definição de cores e sem granulações ou compressões muito aparentes. Está apenas no idioma original, embora sempre recomendamos uma dublagem em português. Até certo ponto desculpável, pois não se trata um filme para todos, polular. Os extras têm um ótimo documentário sobre o Diretor, bem raro e complementar, além de um trailers e bons textos. Se comparado a outras versões internacionais, nesta falta uma trilha com o comentário de Herzog, disponível na edição americana e em edições européias, inclusive da Alemanha. Não consegui achar nenhuma edição que contivesse este ótimo documentário, nem nos EUA, nem na Europa e nem na Austrália. Pesando o documentário vs. o comentário em áudio, ponto para a nossa edição, bem mais interessante. Para estudantes de Cinema, cinéfilos em geral, ou a quem quer conhecer um pouco da história do cinema mundial, contando uma história que esteve bem pertinho de nós, vale a pena no mínimo a sua locação. Para os mais entusiastas, a compra é obrigatória. |
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Por Edinho Pasquale em 28/11/2005 |
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